O aumento da população humana é prejudicial ao planeta?

A teoria populacional malthusiana foi desenvolvida por Thomas Robert Malthus (1766-1834), um clérigo anglicano britânico, além de intelectual influente em sua época, nas áreas de economia política e demografia.

Malthus percebera que o crescimento populacional entre os anos 1785 e 1790 havia dobrado, em razão do aumento da produção de alimentos, das melhores condições sanitárias e do aperfeiçoamento no combate às doenças – benefícios decorrentes da Revolução Industrial.

Essas melhorias fizeram com que a taxa de mortalidade diminuísse e a taxa de natalidade aumentasse.

Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica, anonimamente, em 1798, An Essay on the Principle of Population, obra em que expõe suas ideias e preocupações acerca do crescimento da população do planeta. Malthus alertava que a população crescia em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos crescia em progressão aritmética. No limite, isso acarretaria uma drástica escassez de alimentos e, como consequência, a fome. Portanto, inevitavelmente o crescimento populacional deveria ser controlado.

(In: pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_populacional_malthusiana. Acesso em 11/09/2016)

Ao contrário de Malthus, o representante máximo do pensamento socialista, Karl Marx, considerava que o capitalismo é sempre capaz de produzir bens e serviços em progressão superior ao crescimento demográfico. O excesso de população não seria nada mais do que uma estratégia criada (pela mudança da composição orgânica do capital) para produzir uma “superpopulação relativa” ou um “exército industrial de reserva”, com o objetivo de manter um estoque humano de pessoas destituídas dos meios de produção à disposição da burguesia industrial. Para o marxismo, a população é uma variável neutra e a acumulação capitalista (desenvolvimento) a variável independente.

(In: http://www.scielo.br/scielo.php. Acesso em 11/09/2016)

Demorou cerca de 200 mil anos para os humanos chegarem a uma população global de um bilhão. Mas, em duzentos anos, multiplicamos isso por sete. Na verdade, nos últimos 40 anos, acrescentamos um bilhão a mais a cada doze anos, aproximadamente.

Apesar disso, poucos cientistas, legisladores ou mesmo ambientalistas estão dispostos a conectar publicamente o incrível crescimento populacional à piora das mudanças climáticas, à perda da biodiversidade, à escassez de recursos ou à crise ambiental no geral. Por décadas, cientistas têm alertado que o mundo pode muito bem estar entrando em um período de extinção em massa com consequências incalculáveis para a sociedade humana e o mundo natural. Embora os fatores do declínio global da biodiversidade sejam muitos e complicados – incluindo a destruição de habitat, desmatamento, exploração excessiva de espécies, mudanças climáticas e acidificação oceânica – eles também são sustentados por um simples fato: a população humana continua a crescer.

(In: domtotal.com/noticias/detalhes.php. Acesso em 11/09/2016).

É matemática simples. Vivemos em um mundo com recursos e espaço limitados. Quanto mais usamos e tomamos, menos as outras espécies têm. Hoje, cerca de 20 mil espécies podem ser levadas à extinção, devido apenas à perda de habitat.

Apesar do papel do crescimento populacional – combinado com o crescente consumo – agravar as mudanças climáticas, o mundo está fazendo vista grossa para o problema.

Instruções:

Sua redação deverá tratar do crescimento populacional, opinando a respeito do problema: ele é realmente prejudicial ao nosso planeta ou é inócuo, sendo os avisos de alerta apenas alarmismo científico com interesses escusos?

Seu texto, no final, deve conter uma “proposta de intervenção”. Essa “proposta” pode ser uma sugestão para a diminuição da população (caso você ache isso um problema) ou para a manutenção dos recursos naturais (caso você admita, como alguns autores, que o aumento da população não é um problema, sendo “uma variável dependente”). De qualquer forma, posicione-se.

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