A premiação do Nobel da Paz para ativistas que lutam contra a violência sexual

NOBEL DA PAZ 2018 VAI PARA ATIVISTAS QUE LUTAM CONTRA VIOLÊNCIA SEXUAL COMO ARMA DE GUERRA

Médico Denis Mukwege tratou com sua equipe de cerca de 30 mil vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Já a ativista Nadia Murad é sobrevivente da escravidão sexual imposta pelo Estado Islâmico no Iraque.

Denis Mukwege, de 63 anos, passou grande parte de sua vida adulta ajudando as vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo, na África, e lutando por seus direitos. Ele e sua equipe trataram cerca de 30 mil vítimas desses ataques, desenvolvendo grande experiência no tratamento de lesões sexuais graves.

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Financiado pela Unicef e outros doadores, Mukwege montou um hospital com 350 leitos, uma unidade de atendimento móvel e um sistema para oferecer microcrédito para as vítimas reconstruírem sua vida. Nadia Murad, de 25 anos, se tornou uma ativista dos direitos humanos da minoria yazidi após sobreviver a três meses de escravidão sexual imposta por integrantes do EI no Iraque.

Após escapar dos terroristas, em 2014, ela liderou uma campanha para impedir o tráfico de pessoas e libertar o grupo étnico-religioso yazidis, que é composto por cerca de 400 mil pessoas. As crenças desse grupo misturam componentes de várias religiões antigas do Oriente Médio. A etnia é considerada “infiel” pelos extremistas do EI.

Disponível em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/10/05/denismukwege-e-nadia-murad-ganham-o-nobel-da-paz-2018.ghtml. Acesso em: 05/10/2018.

A violência sexual, sobretudo contra mulheres e crianças, tem representado um flagelo social cotidiano em todo o mundo, mas atinge proporções inimagináveis em zonas de conflitos, de disputas, de guerras.

Disserte sobre isso e opine sobre o significado da concessão do Prêmio Nobel da Paz para duas pessoas envolvidas com essa causa.

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