O uso de animais em testes da indústria farmacêutica

P&G SE UNE A APELO GLOBAL PARA FIM DE TESTES DE COSMÉTICOS EM ANIMAIS

Estima-se que meio milhão de animais são usados anualmente em testes feitos pela indústria de cosméticos e produtos de higiene pessoal

A gigante de bens de consumo Procter & Gamble (P&G) se uniu à iniciativa #BeCrueltyFree da organização de proteção animal Human Society International (HSI) para proibir testes de cosméticos e produtos de higiene pessoal em animais em todos os principais mercados globais de beleza até 2023.

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O apoio da P&G à #BeCrueltyFree inclui uma campanha global para estimular mudanças regulatórias em prol do uso de testes para avaliação de segurança que não envolvam animais. E ela não está sozinha. A Unilever (dona de Omo, Seda, Dove, Hellmann‟s e Kibon) declarou apoio à campanha em outubro passado.

Até agora, 37 países ao redor do mundo já aprovaram legislação para proibir, total ou parcialmente, os testes em animais. A maioria, porém, ainda não considera ilegal esses testes.

O próximo país na fila para proibir a prática poderia ser o Brasil, por meio do Projeto de Lei 70/2014, em tramitação no Congresso, que dispõe sobre a vedação da utilização de animais para o desenvolvimento de produtos de uso cosmético para humanos e aumenta os valores de multa nos casos de violação.

Segundo pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) feita pela HSI, 66% dos brasileiros apoia uma proibição nacional de testes em animais para cosméticos e seus ingredientes, e 61% concordam que testar novos cosméticos em animais não justifica o sofrimento.

(BARBOSA, Vanessa. P&G se une a apelo global para fim de testes de cosméticos em animais. Revista Exame. 22 de fevereiro de 2019. Disponível em https://exame.abril.com.br/negocios/pg-se-une-a-apeloglobal-para-fim-de-testes-de-cosmeticos-em-animais/)

Disserte sobre o fato de a indústria farmacêutica utilizar animais para testar as substancias que ela produz.

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